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Ele afirma ver este homem onde quer que vá,
Mas não consegue descrevê-lo, pois,
Ainda é cedo demais para enxergar o que deve.
Ele ainda escuta o tendencioso e se lamenta por isso
Mesmo sabendo que tudo que ocorre, cada ação, cada gesto,
Cada palavra proferida por seu aparato de fala
Provêm de sua própria vontade de ser uma alma miserável.
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Não adianta só odiar, disse ele para mim, mas tem que ser puro
Não adianta querer ser o melhor, se antes, não provou para si que pode ser
O pior dos piores naquilo que deseja ter sucesso.
Essas mudanças geram a dor que nos fazem parar para enxugar o sangue
Que sim, deveria continuar onde estava, mas, por um capricho divino
E só por capricho e somente por divino posso atribuir tamanha hipocrisia
Ele se vê só e não se vê mais, pois, aquele que era seu espelho matou o reflexo do homem que outrora ali habitava. Ele é o que o outro não quer que seja nunca mais, mesmo assim, ele continuará sendo para sempre o monstro de seu livro infantil.
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Deveria fazer pequenas profanações sobre o que é ser filho de Deus
O que é essa enorme benção que é ser o possuidor da alma imortal.
Mas antes teria que colocar as mãos na lama e encostar os pés nas nuvens.
Diga o que te aflige e o que te faz infeliz ; O que queres ser.
Mesmo que este seja o mais impossível desejo.
Deixe que eu possa ter o prazer em lhe dizer
Bem vindo ser humano, começa desde já a mentir para si e seja aqueles ali
Que antes você pensava que eram os demônios de sua vida.

1 comentários:
O homem observado esteve ocupado demais para retribuir a curiosidade do olhar,
Teme que todos sejam iguais e vazios, diariamente sofre julgamentos de quem mal lhe dirige a palavra, para ele, os estranhos são os outros. Todos ao seu redor.
Almeja sossego ( que os outros confundem com conforto).
Quiçá alguém a dividir histórias e receitas de todos os sabores.
Sempre fomos os demônios dos nossos medos, mas em vida é preciso se libertar das mentiras, dos rótulos, de algumas regras e de todos os conceitos quase obrigatórios.
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