segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Nietzschenizando

"Não é a altura, mas o declive que aterroriza!
O declive de onde o olhar se precipita para o fundo e a mão se estende para o topo. É aqui que se apodera do coração a vertigem de sua dupla vontade.

Ah! Meus amigos! Adivinhas a dupla vontade de meu coração?
Tal é, sim, tal é minha inclinação, para mim, e tal é meu perigo: que meu olhar se precipite para o cume, enquanto minha mão queira agarrar-se e amparar-se... no abismo!"


Friedrich Nietzsche
(Assim falava Zaratustra - Da pudência com os homens)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Triste entendimento das coisas

É triste iniciar um texto com um pesar,
um pesar profundo que segue na linha das costas,
recostando-se no coração que ainda dorme;
Acorda! Já é hora de avisa-lo!




- Mas, já? Deixe-o mais um pouco em suas fantasias,
afinal, pelo que passou, trata-se de um merecedor!

- Não. Não temos mais tempo. Vá e faça o que tiveres de fazer.

- Matarei-lo-ei.


/


É com grande pesar que vejo a finitude dos sentimentos,
é com grande pesar que percebo o quão grande é a estima dos outros,
é com grande pesar que sinto a falta de entendimento sobre mim.
É com grande pesar que digo; hoje não comerei Iogurtinho. =( 


Prates, F.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Considerações Finais.

        Considero duas as grandes importâncias de uma história; o prólogo - explicando as caracteristicas dos personagens e como se iniciou a trama - e as considerações finais.
        Devo dar um pouco mais de atenção as considerações finais, pois, provém dela, as conjecturas geradas no decorrer do enredo e sua conclusão.

-

Devo ser breve, como de costume, mas, não menos direto.


Ah! Se o amor tivesse olhos atrás da cabeça, erraria tanto?
Se fosse talvez um retrato, passível de ajustes, mas sem atualizações efémeras.
Seria ele o antepasto do vida, proposto que essa é insípida, não o tendo na vista?
Seria menos confuso que não ler o que se sabe para atrapalhar o desconhecimento do desconheci.... Ah!

Seja como queres, vida medonha! Digo isso da boca para fora; creio que nem me passou à boca.
Tento provar a pureza dos atos para serem estes escritos com caneta de ouro,
Tenta me provar a insignificância dos atos para passar como ser probo.
Cala-te consciência matemática!

Do que é feito o amor se não das insignificâncias dos amantes?

-

De resto, para mim, sobra somente um grande momento, um eterno semblante e uma comida não tão boa,
e ao fim, uma música;


Exagerado, jogado ao seus pés,
Eu sou mesmo exagerado.
Adoro um amor inventado.


Prates,f