domingo, 6 de março de 2011

Oh, dilema! Oh, felicidade!

O que é felicidade?

Nossa! Como essa pergunta se veste de clichê!
Suponho que esta não tenha obtido uma resposta exata,
Pois sua sintaxe básica de formação está incorreta, à priori.

A felicidade não é uma noção real do ser, mas sim, uma variável da vida,
Que surge na ausência de outra noção. Ela é uma lacuna.

A felicidade é a ausência da tristeza; por sua vez,
a tristeza é a ausência da forma real do objeto desejado,
a ausência da forma real deste objeto é o que nos possibilita
um entendimento do princípio de felicidade.
Pelo simples fato de termos um objeto de desejo; um objetivo latente.

Logo, a felicidade é a ausência da tristeza.
Que se dá pela ausência da forma real do objeto de desejo.

No que esse conceito meta psicológico se encaixa na noção de felicidade?
Não existe noção de felicidade, pois, felicidade é um objeto ilusório que não existe sob uma forma real e palpável. Se fosse, isso desencadearia o caos.

A felicidade concreta não existe por um motivo:
Se existisse, não haveria mais movimento, ação nem força motriz em direção ao avanço dos demais conceitos humanos necessários à vida. Já que,
Aquilo que se tem uma vez, como objeto concreto, não se pode mais ser subtraído, pelo fato de que se possuirmos a fórmula da obtenção de uma noção concreta esta não seria mais um impulso de busca,
Mas, somente mais uma meta palpável. Objetivo de descarte.

Felicidade é o que impulsiona o ser ao caminho do alívio; e o que temos como resíduo desta equação? A evolução.

Uma vez corrigida a pergunta, temos esta:
- No que se dá a busca pelo objeto se não pela lembrança da imagem?
- No que a tristeza se sustenta se não na forma diáfana do desejo?
- Não seria a inércia causada pela felicidade o criador da próxima imagem desejo?

Chego a esta conclusão:
O fator principal da questão é; a manutenção da noção de felicidade e não a sua obtenção como princípio.

Contestem-me, por favor!

Prates, F.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Soy el Chamamé

Qual o sentido da nossa busca pelo sentido das coisas?
Qual é essa vontade atávica que nos remete a lembranças?
De que servem estas lembranças para compreendermos o futuro?

Que servirá compreender o futuro, se nos remetemos sempre ao passado?

Assim como o Chamamé, que é um envergonhado filho do Tango,
Somos os acanhados filhos do passado, que nega sua linhagem.
O passado se perdeu ao pensar no futuro, o prevendo, o medindo.
Seremos então o que um dia se pensou em ser o futuro do horizonte,

Somos o passado de um futuro distante em pensamento e próximo em data.

Nada somos se não o passado de nossa vontade de prever o que seremos,
Aqueles que se perderam ao pensar que não são nada a não ser o presente.
Somos o passado do futuro de outros tempos; Esqueça!
Para o tango, somos apenas el  hermoso chamamé,
E para nós mesmos, não somos nada. Apenas.

Prates, F.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Fazendo Festinha?

ÔPA!


É com profundo pesar que inicio um novo ano,
O meu novo ano; o Vigésimo terceiro ano de minha passagem por aqui.
Sim, estou de aniversário! Que felicidade, não?

Não.


Nunca gostei do meu aniversário, por razões diversas:
Não era uma criança muito popular digamos,
Não tive muito amigos para irem as minhas festas,
Na verdade nunca tive esse tipo de companhia!
Meus aniversários baseavam-se em familiares,
Chá de maçã, pão de ló (odeio bolo) e salgadinhos.
E sabe, eu sempre gostei mais dos parentes mais velhos,
Do que outras crianças correndo em volta. Incrível!

Devo a isso um pouco do que hoje sou,
Este ser amigável e totalmente sociável! (HAHA)
Nunca foi de minha forma se este tipo de humano,
Já estava predestinado ao individualismo. Que horror.


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Sabe o que nisso tudo se torna mais engraçado?
É lembrar do que eu imaginava que seria aos 23:
Alto, forte, com emprego fixo e terminando minha faculdade!

HA HA!²

É engraçado como as coisas nunca são como imaginamos.
Na verdade, a vida faz questão de fazer totalmente ao contrário,
Só para sua mais ínfima diversão. Que miserável é esta vida!
A vida é um contrato vitalício com a decepção e todas suas ramificações.


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No 22º ano passei por muitos momentos bons,
Igualmente aos momentos ruins, em todo seu esplendor.
Conheci pessoas maravilhosas, que me proporcionaram
alguns destes momentos ruins, não por culpa sua. Eu mereço.

Foi um ano estranho, porém, foi um grande ano,
Espero que suas partículas sirvam de alicerce para este.
Obrigado a todos que agüentaram minha frieza e falta de alma,
E a todos aqueles que ainda vão agüentar: HANG ON!


Prates, F.