3º
Ele se vê frente a frente com o seu antigo companheiro de pensão,
Que lhe faz muitas indagações sobre sua vida no hoje.
Enquanto bebem uma boa dose de conhaque divagam sobre o céu,
Sem esquecer um segundo sequer do seu tão amado inferno.
Um dos cadáveres fétidos, vítima da ilusão obscura da inobservância,
Faz com que um dos senhores, o possuidor da menor barba, chore.
- Por que fazes isso comigo, enquanto te quero tão bem - diz ele;
A falta de resposta adjunta com a respiração trêmula e olhos nublados pelas lágrimas ainda presas e também pela consciência da frieza dos termos utilizados por ele;
Vai embora e se da início o vento de agosto.
-
Antes de ler o relato de Antônio, a moça o corta em mil pedaços,
Antônio fecha seu rosto em um semblante comum entre senhores,
Enquanto seu coração se desfaz em lágrimas e grita para saírem as palavras verdadeiras que sua alma embriagada joga em seu consciente.
Não era a vontade de Antônio que isso acontecesse, porem, era a vontade de seu deus,
Que agora o olha com um sorriso enfático de um ancião judeu.
Agora ela esta morta e não há nada que faça isso mudar a não ser a vontade de Antônio; Mas não é esse o seu desejo.
-
Ele disse para mim, você será tudo aquilo que você nunca desejou ser,
E terá que ser assim até não mais desejar ser nada a não ser você.
Olhei suspiroso para o mar e vi a lua em seu esplêndido reflexo.
Por que o reflexo torna-se mais importante do que o refletido para o humano comum?
Ele nunca desejou tanto o final do dia quanto hoje,
Talvez ela não, mas, ele não liga para o outro.
Ele só quer uma coisa; a coisa que ninguém mais deseja.
O fim da procura viciosa pelo inexistente. Olhou para o nada.
Pela última vez neste dia, fechou seus olhos.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Do primeiro capítulo II
2° Quando a saudade começar a constituir o ser,
Não mais verá a verdade absoluta da existência do eu, mas,
Terá a necessidade, quase simbiótica, de encontrar o outro, para sempre.
Quando esse desejo nefasto tomar conta de seu coração já impuro,
De suas precedentes batalhas, perdidas e sem objetivo,
Verá que o erro é agora a base de sua obtusa vida,
E soluçando com o peito doendo ficará feliz ao ouvir a respiração.
-
Olho agora para os lados e encontro as janelas abertas,
Olho fixamente para o restante de sol que oferecem.
Penso; quando foi que a vida começou a responder as minhas divagações,
E quando foi que estes acordes começaram a me fazer sentido?
A incerteza da vida, para minha pessoa, tem tanta beleza quanto
Uma brisa reconfortante em uma tarde de amena de sábado.
Agora tenho que esconder mais uma vez meu ego,
Pois meu umbigo não vai agüentar mais uma palavra sobre mim.
-
Ele diz que necessita do outro para formar sua personalidade
Mas o outro também diz, que necessita dele para igualmente formar a sua,
Os dois cruzam a mesma porta, cumprimentam-se, olham simultaneamente para seus sapatos embarrados e não se olham mais.
Disse à moça, venha cá pequena. Venha me fazer feliz e somente isso,
Não lhe ofereço nada em troca a não ser minhas palavras distorcidas
E sei que gozarás com o entendimento das mesmas, pois, eu as faço
Somente para ti, assim, como para as outras em outros tempos.
Ela sorri, o beijando em suas duas faces, ao mesmo tempo em que fala
Raspando em suas duas orelhas:
Na esquerda em áspero tom; seja aquele que queres pensar que eu queira que seja, pois, tanto faz para nós dois.
Na direita em semblante aberto; seja aquele que nunca irá ser, mas seja e não o contrário.
Ele abre a porta e vai embora sem hesitar,
Deixando sua foto na mesa com flores da estação.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Do primeiro capítulo
1°
Ele afirma ver este homem onde quer que vá,
Mas não consegue descrevê-lo, pois,
Ainda é cedo demais para enxergar o que deve.
Ele ainda escuta o tendencioso e se lamenta por isso
Mesmo sabendo que tudo que ocorre, cada ação, cada gesto,
Cada palavra proferida por seu aparato de fala
Provêm de sua própria vontade de ser uma alma miserável.
-
Não adianta só odiar, disse ele para mim, mas tem que ser puro
Não adianta querer ser o melhor, se antes, não provou para si que pode ser
O pior dos piores naquilo que deseja ter sucesso.
Essas mudanças geram a dor que nos fazem parar para enxugar o sangue
Que sim, deveria continuar onde estava, mas, por um capricho divino
E só por capricho e somente por divino posso atribuir tamanha hipocrisia
Ele se vê só e não se vê mais, pois, aquele que era seu espelho matou o reflexo do homem que outrora ali habitava. Ele é o que o outro não quer que seja nunca mais, mesmo assim, ele continuará sendo para sempre o monstro de seu livro infantil.
-
Deveria fazer pequenas profanações sobre o que é ser filho de Deus
O que é essa enorme benção que é ser o possuidor da alma imortal.
Mas antes teria que colocar as mãos na lama e encostar os pés nas nuvens.
Diga o que te aflige e o que te faz infeliz ; O que queres ser.
Mesmo que este seja o mais impossível desejo.
Deixe que eu possa ter o prazer em lhe dizer
Bem vindo ser humano, começa desde já a mentir para si e seja aqueles ali
Que antes você pensava que eram os demônios de sua vida.
Ele afirma ver este homem onde quer que vá,
Mas não consegue descrevê-lo, pois,
Ainda é cedo demais para enxergar o que deve.
Ele ainda escuta o tendencioso e se lamenta por isso
Mesmo sabendo que tudo que ocorre, cada ação, cada gesto,
Cada palavra proferida por seu aparato de fala
Provêm de sua própria vontade de ser uma alma miserável.
-
Não adianta só odiar, disse ele para mim, mas tem que ser puro
Não adianta querer ser o melhor, se antes, não provou para si que pode ser
O pior dos piores naquilo que deseja ter sucesso.
Essas mudanças geram a dor que nos fazem parar para enxugar o sangue
Que sim, deveria continuar onde estava, mas, por um capricho divino
E só por capricho e somente por divino posso atribuir tamanha hipocrisia
Ele se vê só e não se vê mais, pois, aquele que era seu espelho matou o reflexo do homem que outrora ali habitava. Ele é o que o outro não quer que seja nunca mais, mesmo assim, ele continuará sendo para sempre o monstro de seu livro infantil.
-
Deveria fazer pequenas profanações sobre o que é ser filho de Deus
O que é essa enorme benção que é ser o possuidor da alma imortal.
Mas antes teria que colocar as mãos na lama e encostar os pés nas nuvens.
Diga o que te aflige e o que te faz infeliz ; O que queres ser.
Mesmo que este seja o mais impossível desejo.
Deixe que eu possa ter o prazer em lhe dizer
Bem vindo ser humano, começa desde já a mentir para si e seja aqueles ali
Que antes você pensava que eram os demônios de sua vida.
Assinar:
Postagens (Atom)

