Mostrando postagens com marcador Análise do Drama continuação nascimento do drama da vida amores perecíveis.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Análise do Drama continuação nascimento do drama da vida amores perecíveis.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Análise do Drama III


Do nascimento. 

Onde mais poderia ele procurar,
O que perdera em outros tempos.
Tempos estes que se faziam oportunos,
Em relação a sua alma ainda flamejante em paixão.


Olhar jovem, a mente astuta; frases paradigmáticas,
Da novela de uma vida inteira que ali se iniciava,
Mal sabia ele o perigo daqueles prazeres,
Os quais eram por ele procurados com afinco.
Seu vício, sua sina; que dilema este!
Por que não me entregaria a esta verdade,
Esta que é a maior delas; a mãe de toda a razão,
Encontra-se na irracionalidade do amor!

Pobre, jovem. Tornar-se-ia mais tarde um homem condenado.
Condenado pelas promessas da vida. - Vida mentirosa!
Condenaste a todos nos com seus perfumes e cores!
O que faço agora? – e a vida – Agora, sofra, somente.

-

Como é maravilhosa a magnitude do sol em meio ao gélido inverno,
Sua luz nos chama como um acalento lascivo; irresistível.
Lá se foi ele. Entregando-se a este inverídico calor e hoje sofre,
Com as marcas que foram causadas pelo frio de uma falsa promessa.

O sol é o amor que a terra nos dá, enfim,
Ao encontrarmos a luz primordial da vida,
A força de todos os seres terrenos; esta nos cobra severamente,
Que consigamos suportar as marcas do frio, que perdura até mesmo,
Quando o laborioso espectro nos abandona em lágrimas de luz.





 Cai à noite.

Prates, F.