segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Considerações Finais.

        Considero duas as grandes importâncias de uma história; o prólogo - explicando as caracteristicas dos personagens e como se iniciou a trama - e as considerações finais.
        Devo dar um pouco mais de atenção as considerações finais, pois, provém dela, as conjecturas geradas no decorrer do enredo e sua conclusão.

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Devo ser breve, como de costume, mas, não menos direto.


Ah! Se o amor tivesse olhos atrás da cabeça, erraria tanto?
Se fosse talvez um retrato, passível de ajustes, mas sem atualizações efémeras.
Seria ele o antepasto do vida, proposto que essa é insípida, não o tendo na vista?
Seria menos confuso que não ler o que se sabe para atrapalhar o desconhecimento do desconheci.... Ah!

Seja como queres, vida medonha! Digo isso da boca para fora; creio que nem me passou à boca.
Tento provar a pureza dos atos para serem estes escritos com caneta de ouro,
Tenta me provar a insignificância dos atos para passar como ser probo.
Cala-te consciência matemática!

Do que é feito o amor se não das insignificâncias dos amantes?

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De resto, para mim, sobra somente um grande momento, um eterno semblante e uma comida não tão boa,
e ao fim, uma música;


Exagerado, jogado ao seus pés,
Eu sou mesmo exagerado.
Adoro um amor inventado.


Prates,f

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Buon Natale.

Buon Natale a voi e ai vostri parenti. Perché non ho problemi con esso.
Io non sono cristiano e non dispongono di Babbo Natale.
Lascio tai assurdità ai bambini e vecchi!

Peccato che il cattivo per eccellenza!
Mangio, solo.

Prates,f. 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

BlasfêmEA


    “Chega! Para de te desesperares pelo homem que sustenta teu estômago; a muito que este não é o caldeireiro de seu coração!”




         Observou, de forma prudente e solitária, os pássaros azuis que por ali voavam, agraciando ouvidos com seu canto de acasalamento.
         Com um inefável semblante de tristeza, que só posso atribuir culpa ao campo das cênicas, se postava suspirosa em seu mais feminino esplendor.
          Em conjuras silenciosas invocava seus demônios e outros mais, ou dos outros mais, ou somente do outro, nada mais.
         Fechava os punhos, fazendo de algozes suas unhas roídas; coitadas de suas lisas e brancas palmas, a estas só resta o peso da compunção.


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         Em meio a está guerra, travada entre sua mente e seu coração, o rosto, de branco a ruborizado, tremia em pequenas contrações, talvez por sentir o frio típico da ausência do calor.
         Odiava até mesmo o ar a sua volta e a este atribuía o epíteto de “pesado hoje”. Ali, em seu altar, batizava de desgraçados todos aqueles que se assemelhavam a aquele mísero prudente.

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         Sentenciava-se, a si mesma, duras penas de infinita duração e, não satisfeita do lastimável açoite, as cuspia do alto de sua cátedra à seus ouvintes ladinos e com fome de misericórdia e compassividades.
         Esta é agora a ré de uma juíza frívola e impetuosa; Sua sorte, talvez, derivada do que fora seu revés, seria que esta magistrada baseia seu julgamento no código dos conceitos efémeros.

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Eis aqui, a defesa de seu anátema:


“ Se amo, por que dói?
Se dói, por que o amor não me abranda?
Se não me abranda, por que ainda amo?
Se ainda amo, por que, desta vez, não me saem as lágrimas?
Se amo; o que amo?
Eu amo?

Não. Acho que só comecei a me odiar um pouco mais.”

Prates, f.