sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A origem de nosso pequeno mundo caótico




 1º Parte






A princípio, podia-se ver ao longe a forma daquela figura;
Não seria difícil entender os motivos e as causas se não fosse
pelo modo de como o assunto era habitualmente por eles abordado.
Existe em algum lugar a razão para essa porta se fechar?

Encontra-se a razão das coisas no vazio e na penumbra de sua passagem,
E não na sua real presença; lá somente há sua forma diáfana.
A procura é então a única solução para o problema que persiste,
E nesta deve-se encontrar apenas pistas e indicações; fuja das respostas!

A resposta é o mal, que faz sucumbir em lixo, toda a humanidade, 
Compelindo-nos a se satisfazer com o limitado; que engano este!
Mas o que então procuraríamos se não as respostas da vida?
Procuremos nas profundezas de nossa alma a melhores perguntas.


-


Ele pega na mão da senhora e lhe entrega uma carta,
Continha esta as escritas de outros tempos.
Nestas escritas, valsavam as orações, em sua rude caligrafia,
Por que então não as reconhecia como suas?

A meia noite, enquanto bebia sua água, pensava em seus negócios,
alguns pendentes e em muitas vezes perdidos em razão de prazos.
Não raciocina como antes; seu estômago clama por sentimento,
Ou talvez tranquilidade. Logo adormece depois de tamanho desejo.

Somente em sonhos pode-se realizar tais fantasias: Pois;
Não nascemos para a felicidade, mas sim, para sua eterna busca.




  Prates, F.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Nietzschenizando

"Não é a altura, mas o declive que aterroriza!
O declive de onde o olhar se precipita para o fundo e a mão se estende para o topo. É aqui que se apodera do coração a vertigem de sua dupla vontade.

Ah! Meus amigos! Adivinhas a dupla vontade de meu coração?
Tal é, sim, tal é minha inclinação, para mim, e tal é meu perigo: que meu olhar se precipite para o cume, enquanto minha mão queira agarrar-se e amparar-se... no abismo!"


Friedrich Nietzsche
(Assim falava Zaratustra - Da pudência com os homens)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Triste entendimento das coisas

É triste iniciar um texto com um pesar,
um pesar profundo que segue na linha das costas,
recostando-se no coração que ainda dorme;
Acorda! Já é hora de avisa-lo!




- Mas, já? Deixe-o mais um pouco em suas fantasias,
afinal, pelo que passou, trata-se de um merecedor!

- Não. Não temos mais tempo. Vá e faça o que tiveres de fazer.

- Matarei-lo-ei.


/


É com grande pesar que vejo a finitude dos sentimentos,
é com grande pesar que percebo o quão grande é a estima dos outros,
é com grande pesar que sinto a falta de entendimento sobre mim.
É com grande pesar que digo; hoje não comerei Iogurtinho. =( 


Prates, F.